terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, João 15.10a


A medida que os anos foram se passando para mim, comecei a refletir sobre o papel da mulher na sociedade. Resultado de questionamentos que fiz a mim mesma, a respeito de minha vida e os diversos papéis desempenhado por mim.
Quem eu era como esposa, mãe, filha, irmã, amiga, profissional? E, finalmente, ou seja, só no final, como cristã. Como alguns dizem "mulher de Deus".
Fiquei surpresa com o resultado dessa reflexão.
Me senti abalada ao descobrir que eu era apenas fruto de um sistema tão bem elaborado, que fazia eu crer numa independência, autonomia; liberdade de pensar, de escolha de vida, que de fato nunca existiram e nem existem. Não é real.
Dei conta que todas as minhas supostas escolhas nada mais eram, do que, as escolhas que esse sistema bem ajustado e engendrado, estabelecerá. E impunham a mim, em todas as áreas de minha vida. Inclusive no que concerne a minha fé cristã.
Espantada, foi como fiquei ao perceber que a ideologia desse sistema está incutida de tal maneira no inconsciente coletivo, que já adentrou nas igrejas cristãs. Interferindo extraordinariamente até na interpretação das Sagradas Escrituras, Bíblia.
Entendi que esse auto exame teria que primeiro passar por quem eu era como mulher cristã, que dizia ter por fundamento Jesus Cristo e seus ensinamentos. Seria eu verdadeiramente Sua discípula?
Discípulo no grego: mathetes, literalmente aprendiz.
Discípulo no hebraico: talmid, aluno, aquele que se assenta para aprender.
Biblicamente é alguém que está sempre disposto a aprender, e a seguir seu mestre. Nos tempos bíblicos o discípulo não só estava disposto a aprender tudo com seu mestre, como se empenhava ao máximo para ser igual a ele. Seguiam-no a todo lugar que fosse. Alguns chegavam até mesmo a morar com seu mestre. E o mestre o ensinava tudo o que sabia e podia. De acordo com a tradição judaica, o discípulo devia cobrir-se do pó de seu mestre. Ou seja, deveria andar tão próximo a ele que o pó das sandálias do rabino chegaria a lhe cobrir.
Aprender o significado de ser discípulo, de ser cristão (pequenos cristos). Fez-me compreender que na verdade ser cristão é um estilo de vida.
"Estilo de vida é a forma pela qual uma pessoa ou um grupo de pessoas vivencia o mundo e, em consequência se comporta e faz escolhas." Fonte: Wikipédia.
Abalada! Foi como me senti ao olhar-me nos olhos, diante do espelho, e de meu Senhor Jesus Cristo. Oh! o quanto estava distante do verdadeiro padrão cristão. Admiti-me hipócrita. Dizendo-me cristã e não vivendo como uma. Mas vivendo de acordo com a ideologia imposta pelo sistema que domina o mundo. Inclusive a igreja cristã.
Falar "crentes", citar versículos bíblicos, frases de efeito e auto ajuda, frequentar a igreja, dar dízimo, fazer a "obra de Deus", orar em nome de Jesus, não faziam de mim verdadeiramente uma mulher cristã.
" Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade." Mateus 7:21-23 
Desde então, venho num esforço diário, lutando contra minha natureza carnal, contra todo o adestramento que foi feito pelo sistema através de sua ideologia, instrumento de dominação que age por meio de convencimento; persuasão, não da força física, mas alienando a consciência humana. Usando instrumentos como a escola, colégios, faculdades; travestindo-se de educação;  e a mídia.
 Lutar sim, diariamente, como está escrito: "Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado." I Coríntios 9.27
Viver o estilo de vida do Reino de Deus, que a nós é chegado através do Filho de Deus, Jesus Cristo. Esse tem sido meu objetivo desde então.
E foi assim, que me dei conta do porque, de tantos fracassos em minha vida.
"Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim,Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus."Filipenses 3:13,14
                                                                               Ligia Lopes

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Suportar


                                               

     A um bom tempo venho pensando sobre algo que li na internet que dizia mais ou menos assim: O amor tudo suporta (1°Coríntios 13.7), mas não aceita tudo. Concordei imediatamente. No entanto fui confrontada por essa afirmação. Dei-me conta que quando lemos a Palavra de Deus (Bíblia Sagrada), sem meditar a respeito do que estamos lendo, nossa interpretação é precipitada, e a conclusão é errada.
     Diante dessa constatação decidi que deveria orar e me dedicar a uma pesquisa que me levasse a compreende exatamente o que o Autor (Espírito Santo) da Bíblia queria nos ensinar, para aplicarmos em nossa trajetória pelo caminho sobremodo excelente.
     Aprendi que a palavra usada no texto original grego e que foi traduzida para o português, suportar, é hupomeno. E no texto de 1°Coríntios 13.7 o sentido de hupomeno é resistir. Dediquei-me a buscar o significado do verbo resistir, que literalmente tem o sentido de conservar-se firme; não sucumbir; não ceder ao choque de outro corpo.
     A resistência pode se dar de forma violenta, usando-se a força através da violência. Podemos citar o movimento armado contra a ditadura, à resistência francesa na segunda guerra mundial.
 Ela, a resistência, também pode ser de forma não violenta, que é a prática de exercer a força sem usar de violência. Nesse caso as armas usadas podem ser o protesto artístico, a guerra de informações, o lobi...
     No texto de 1°Coríntios 13.7, essa resistência é não violenta. Compreendo que o Autor (Espírito Santo) está nos ensinando que em face de circunstâncias difíceis como calúnias, calamidades, intempéries, assédio, críticas, dor, a nossa resposta deve denotar perseverança, permanecendo inabaláveis, sem retroceder.
     Enfim, aguentar tudo, sem amoldarmo-nos ao pensamento e ideologias que o mundo secular nos apresenta diariamente. Assediando-nos através dos meios de comunicação e das redes sociais.
     Que não paga o mal com o mal, “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.” Romanos 12:21. E conseguindo; quando permanecemos em Jesus Cristo e suas Palavras permanecem em nós (João 15.4); mediante a nossa fé que vence o mundo (1°João 5.4).

                                                                                                                                                    Ligia Lopes

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Começando diferente


 Sabem, nesses últimos dias, especificamente, nesses primeiros dias de 2013, para ser mais especifica ainda, do meu aniversário para cá, tenho refletido sobre algo que praticamos continuamente e não nos damos conta que, esse algo é como uma pedra no “caminho sobremodo excelente”, que nosso Papai deseja que sigamos por ele. Quero começar por uma “figura” muito conhecida entre os cristãos e com a qual, acredito, eu, todos nós em algum momento de nossas vidas, nos identificamos. É personagem de uma parábola contada por Jesus e tem como título O filho pródigo. Esse jovem que não conhecemos o nome viveu experiências das quais poderíamos tirar várias lições. Mas quero destacar, o pedido feito por ele ao seu pai. Receber a parte que lhe cabia na herança, com o pai ainda vivo. Para nós isso é um absurdo. Aprendi que para os judeus é uma ofensa sem precedentes. Ainda assim ele não se fez de rogado e pediu. Imagino que se tivéssemos oportunidade de entrevistá-lo o filho pródigo nos apresentaria uma série de razões plausíveis para justificar sua atitude, e alguns de nós acabaríamos convencidos que ele estava certo. Do outro lado da mesma história vamos encontrar o irmão do tão conhecido filho pródigo. Também não sabemos o seu nome. Era um filho obediente, sempre trabalhando para seu pai. Um filho que como podemos concluir, sempre honrava seu pai. E que mãe ou pai não gostaria de ter um filho assim? Quando termino a leitura dessa parábola percebo que esses irmãos com atitudes tão diferentes, são muito parecidos. E você talvez me pergunte por quê? A história narra que o tal filho pródigo depois de gastar tudo o que recebera do volta arrependido. Seu pai corre para encontrá-lo, o abraça, penso tenha sido um abraço apertado, coloca-o de volta na posição de filho, e ainda faz uma festa para ele. O irmão vendo isso fica aborrecido, acredito que tenha ficado muito aborrecido, não querendo participar da festa. Seu pai sabendo do que acontecia lhe procura para conversar. Ele alega que sempre serviu ao pai, que nunca desobedeceu a nenhuma ordem sua, e ainda assim nunca teve uma festa em sua homenagem. O pai então o lembra de que tudo que lhe pertencia também pertencia a ele. Vejam, esse irmão tinha como explicação para sua reclamação o seu relacionamento de reciprocidade com seu pai, “Eu cumpro a minha parte e você tem obrigação de cumprir a sua”. Quanto ao filho pródigo não conhecemos as razões que ele alegou para justificar sua atitude de reclamar sua parte na herança enquanto o pai ainda vivia. Mas provavelmente elas existiram. Estou conjecturando. E, o algo, a respeito do qual tanto tenho meditado, é que sempre encontramos razões para justificar nossas atitudes e reivindicações. Em como temos direitos e as pessoas são sempre tão injustas conosco. A resposta que encontrei para esse comportamento é senso de justiça própria. Aprendi que senso de justiça própria é o conjunto de valores que a pessoa cria e emprega para julgar a si mesmo e aos outros. Somos muito bons nisso! Diariamente agimos assim. Para cada atitude uma justificativa legal. E nós os cristãos então, “corremos” para a Palavra de Deus (Bíblia), e a usamos como desculpas, na tentativa de legitimarmos a nossa postura. Um bom exemplo disso são os fariseus. Eram conhecedores da lei. Não havia provavelmente pessoas iguais a eles. No entanto, estiveram diante do Messias, o prometido, que estava cumprindo todos os sinais proféticos dito a seu respeito, e ainda assim não o reconheceram. Suponho que isso tenha acontecido porque aplicavam a lei conforme interpretada por eles, de acordo com seus próprios interesses. E quando nossos argumentos não são suficientes para convencer o outro, ainda fazendo uso da justiça própria o punimos. O que me entristeceu foi constatar que muitas vezes perdi muitos momentos em minha vida que poderiam ter sido de grande felicidade por agir dessa maneira. Constatei também que outros assim como eu perderam e ainda perdem esses momentos que poderiam ser como combustível para enfrentarmos as lutas que a cada dia se nos apresentam. Tomemos novamente como exemplo os fariseus. Estavam diante do Messias tão esperado, o próprio Deus, viram-no face a face, mas por causa de seus senso de justiça própria desperdiçaram a oportunidade de adorá-lo e de se alegrarem n’Ele. E o que dizer do irmão do filho pródigo, não desfrutou da festa que seu pai dava. Não se alegrou com a restauração da vida do seu irmão e não compartlhou da felicidade de seu paizinho que teve de volta o filho que se havia “perdido”. Não pensou na importância daquele momento. Não!

 É assim que somos, egoístas pensando sempre em nós mesmos. Em nossos direitos. Buscamos sempre os nossos interesses.
 “O amor... não procura os seus interesses.” 1ª Coríntios 13.5

segunda-feira, 26 de março de 2012

O amor... tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta; O amor jamais acaba; 1ª Coríntios 13.7-8

O amor jamais acaba. Mesmo que ninguém mais creia, ele continua crendo.
Acreditando sem dúvida alguma que é possível.
Não é crédulo, ingênuo, como aquele que crê facilmente. Mas é aquele que tem fé.
Vê além das aparências, além do qualquer pessoa possa ver. Ele vê a possibilidade, numa certeza absoluta que o que espera vai acontecer.
Por isso ele tudo sofre. Ninguém gosta de falar dessa face do amor; aquela que tudo sofre. Porque ninguém gosta de sofrer. Não gostamos de passar por aflições, perseguições, injúrias, calunias, difamações. O sofrimento trás dores insuportáveis. Às vezes chegamos a pensar que vamos morrer. Ou, o que queremos é mesmo morrer, por serem tão intensas as dores do sofrimento.
Mas o amor. Ah, o amor!
É como uma mulher com dores de parto, só entende isso quem já suportou tal dor. Ou, quem já presenciou esse momento. A dor é intensa, mas ela continua ali, lutando, se esforçando. Faz o necessário para que a criança nasça. Às vezes parece que não vai conseguir. Mas aí, começa a despontar a cabeça do bebe, e ela se encoraja e prossegue, até que finalmente, dá a luz aquela criança. E a alegria de vê-la toma o lugar de todo o sofrimento.
E por que uma mulher se submete engravidar, se sabe que vai ter que suportar dores e esperar? Porque ela crê que vale a pena sentir enjôos, cansaço físico, pernas inchadas, dificuldades para respirar e dormir, pela alegria de ter uma criança em seus braços. Essa é a sua recompensa por tudo que passou. E assim é o amor.
Ainda não somos aperfeiçoados no amor. Prosseguimos nesse “caminho sobremodo excelente”, a fim de atingirmos o alvo. E esse alvo é Jesus Cristo, a expressão exata do AMOR. Ele tudo sofreu, tudo suportou, tudo crê e espera. Por amor Ele foi levado ao matadouro como ovelha muda. Morreu, ressuscitou, subiu aos céus, está assentado a destra do Pai, aguardando receber a cada um, que eram seus inimigos, mas que compreenderam o seu imenso amor.
Jesus, o Cristo, é o exemplo para cada um de nós, porque Ele creu.
Creu que valia a pena o que passou e o que sofreu, pela alegria da nossa salvação.
Tomemos, afirmo novamente, o exemplo de Jesus Cristo. Não desistamos dos nossos sonhos, de lutar por nossos filhos, casamentos, pais, amigos...
Amemos incondicionalmente! Por quê? Porque o amor jamais acaba! E não acaba porque crê!(FÉ).
Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem. Hebreus 11.1

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

“O amor... não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; (1ª Coríntios 13.6)

Quem lê alguns desses textos do blog ou lê a todos, talvez imagine: “Será que ela vive o que escreve? Falar é fácil quero ver é viver.”
Reconheço que não é fácil escrever sobre esse tema. Além das implicações literárias de interpretação, há as espirituais e ainda sou a primeira a ser confrontada pela Palavra de Deus.
A nós que estamos nesse planeta chamado Terra, vivendo em um corpo corruptível, andar de acordo com o padrão apresentado em 1ª Coríntios 13.1-13; não é fácil! “... mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão diante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus.” (Filipenses3.13-14, NVI).
Esquecendo-me do que? Das mágoas, dos ressentimentos, das traições, do ganho fácil, do suborno, da luxúria, da glutonaria, das bebedices, das gritarias, fofocas, divisões, contendas ódio, mentiras...
Avançando como? Para isso é necessário seguir por um caminho, que não é os de “tijolos amarelos”. Aqui é o “caminho sobremodo excelente”.
Como ir por ele, sendo assim tão difícil? Através do Espírito Santo operando em nós. Ele é o poder de Deus em nós, a fim de capacitar-nos a vencer todos os atos desprezíveis da mentalidade do nosso corpo. Porque essa mentalidade é inimiga de Deus (Romanos 8.7).
Voltando ao “caminho sobremodo excelente”, chegamos ao ponto em que: “O amor... não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade.” (1ªCoríntios 13.6)
Lendo apressadamente podemos interpretar essa injustiça citada como o não cumprimento das leis estabelecidas por homens nos municípios, estados, país, que regulam os deveres e direitos dos seus cidadãos. Mas ao nos dedicarmos a uma reflexão, compreendemos que não é justiça humana a que ele se refere, é sim, a injustiça que resultada da indiferença do Homem para com as considerações morais. Moral essa que é relativizada nos nossos dias. Que depende da “filosofia de vida” que cada um abraça. Filosofia que tem origem na mente humana. E é fruto do egoísmo, que busca os seus interesses e a sua justiça própria. Por isso ouvimos falar tanto de paz, de amor, mas o que temos visto é o aumento da violência.
É no texto vamos encontrar resposta a que moral se refere quando afirma: “... regozija-se com a verdade.” A verdade aqui é a Palavra de Deus (João17. 17b). É nela que encontramos o padrão absoluto de moral para vivermos de maneira digna, respeitando-nos e respeitando ao próximo. E o amor vive segundo ele.
Mas os que negam a existência de Deus, e não me refiro apenas aos ateus, mas também aqueles que afirmam crer n’Ele, e vivem como se nunca tivessem de prestar contas a Ele. Esses não se alegram com a verdade (Palavra de Deus). Ela causa-lhes coceiras nos ouvidos e cercam-se de mestres segundo seus próprios desejos (2ª Timóteo 4.3); “e se recusam a dar ouvidos à verdade entregando-se a fabulas.” (2ª Timóteo 4.4).
Mas os que crêem em Deus, na sua Palavra, no seu Amor, e sabem que prestarão contas a Ele, prosseguem no “caminho sobremodo excelente”, construído por Deus em Cristo Jesus, pelo poder do Espírito Santo.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O amor... não se exaspera, não se ressente do mal; 1ª Coríntios 13.5




Quando penso nesse trecho do “caminho sobremodo excelente”, não posso deixar de lembrar como os tempos estão difíceis, 2ª Timóteo 3.1. Essa dificuldade penso, não é conseqüência dos problemas ambientais como o desmatamento de florestas, queimadas, aquecimento global, lixo tóxico. Ou a crise financeira na Europa. A verdadeira causa para tempos tão difíceis é o egoísmo. Que gera comportamentos que, destroem o meio ambiente, derruba o mercado financeiro e principalmente os relacionamentos humanos. E como sei disso? Basta ler a Bíblia em 2ª Timóteo 3.1-5, que descreve bem o procedimento dos últimos dias. Em seguida é observar as pessoas, em casa com a família, no trabalho com os colegas, na realização de negócios, no lazer e na igreja. É notável como podemos constatar a veracidade da Palavra de Deus. A descrição é perfeita! São pessoas que se caracterizam pelo declínio moral e espiritual.
Hoje paga-se qualquer preço com a finalidade de conquistar o poder, atingir o prazer, alcançar a fama. Muitos fazem “tudo por dinheiro”, basta dar apenas uma olhadinha nos reality shows.
Os filhos se rebelam contra seus pais como nunca se viu antes. E isso se dá cada vez mais cedo. A pornografia tem sido estimulada a qualquer hora, em qualquer lugar. Até mesmo nas escolas. Por que afirmo isso? O Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação estão promovendo um programa de prevenção e combate as doenças sexualmente transmissíveis (DST’S), AIDS e gravidez precoce. A estratégia utilizada é a distribuição de preservativos (“camisinha”) nas escolas, através da instalação de máquinas nas escolas de ensino médio. É claro que os responsáveis pelo programa alegam que as instituições precisam participar do Programa de Saúde e Prevenção nas escolas, que é responsável por capacitar educadores e estabelecer em seu currículo a educação sexual. Para aqueles que estão familiarizados com esses programas e projetos sabem muito bem como essas coisas são feitas e em que acabam.
A compaixão não é uma prática em nossos dias, as pessoas estão duras. Não afirmo isso por causa dos altos índices de violência que as estatísticas mostram. Basta olhar com atenção o que acontece no dia-a-dia. Nos hospitais pacientes sofrem, não é só porque faltam leitos, remédios, mas até os médicos são incapazes de levantar o rosto para olhar o paciente em uma consulta e ouvir com atenção o que ele tem a dizer. Aquele paciente é apenas mais um.
Não poderia deixar de comentar da religiosidade atual; aparenta Cristianismo, mas sua forma é exterior, ritualística, de palavras. Suas ações negam o poder transformador de caráter, que só o Espírito Santo pode operar.
Diante do exposto começo a compreender o porquê de nos exasperarmos (irritar sobremodo, enfurecer), com tanta facilidade. E também nos ressentimos (sentir novamente) do mal, com tanta facilidade. Não é por estarmos indignados diante da injustiça (respeito ao direito). É, sim, porque somos egoístas (Gr. Philautoi); “amadores de si mesmos”.
Ah! Mas aqueles que vivem o Cristianismo autêntico e que crêem no seu poder, cuja fonte é o Espírito Santo, têm como objetivo o prosseguir no “caminho sobremodo excelente”, mesmo não sendo fácil humanamente. Porque sua confiança está posta em Deus e na sua Palavra, que nos garante que por intermédio do Espírito Santo recebemos poder para fazer a vontade d’Ele e atingirmos, mas essa etapa do caminho, não nos exasperando, nem nos ressentindo do mal.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

“O amor... não procura os seus interesses,...” 1ª Coríntios 13. 5

E o que é procurar os seus interesses?
Podemos resumidamente dizer que o amor não é egoísta. E o egoísta é nada mais nada menos, aquele que pensa exclusivamente em si mesmo e... nos seus interesses.
Talvez pareça que estou sendo explicadinha demais, ou esteja subestimando o leitor, não se tratada disso. Apenas percebo que somos tão egoístas, que é preciso termos bem claro em nossa mente e nosso coração a compreensão exata do que é egoísmo, para percebermos com clareza se o gesto solidário é resultado do amor ou do egoísmo.
E por que isso?
Porque com freqüência somos enganados por nossos sentimentos. Confundimos-nos em nossas práticas, chegando mesmo a pensar que uma atitude generosa é fruto do amor que sentimos, quando na verdade é um martírio egoísta, e esse, não vale nada.
Por essa razão, penso que precisamos responder as seguintes perguntas: Com que intenção estou praticando este gesto generoso?
Quais interesses estou procurando satisfazer?
Se, com sinceridade, consigo responder a essas perguntas, vou identificar se de fato por amor ou por egoísmo meu gesto.
Mas, se ainda assim a dúvida permanecer, vai aí algumas situações nas quais podemos refletir e responder a fim de dissipa-lá.
Sou capaz de perdoar a ingratidão de um amigo, ou irmão, há quem muito ajudei?
E o que dizer dos meus pais, por seus erros do passado para comigo?
Sou capaz de pagar com o bem um prejuízo financeiro que alguém possa ter me causado?
Ou a maledicência de uma língua mentirosa que me difamou?
E o que dizer de um adultério praticado pelo cônjuge?
Sou capaz de cumprir a palavra dada a uma pessoa, mesmo em prejuízo próprio?
Quanto ao julgamento, as críticas, consigo me abster delas?
É muito fácil dar uma esmola, ajudar a quem sempre é generoso, tratar com carinho os pais bondosos, pagar bem com bem.
Mas,“o amor... não procura os seus interesses.”
Então, os interesses que o amor procura, são os dos outros?
Sim e não.
Sim porque irá sempre beneficiar o meu próximo. E não, porque os interesses que na realidade o amor procura, é, fazer a vontade do Pai (Deus). Qual não é a vontade do Pai, se não, o bem estar da humanidade? Mesmo que alguns não creiam nisso, e até mesmo, nem creiam em Deus. Mas isso, não vem ao caso.
O importante é compreendermos que o amor procura os interesses do Pai, a sua vontade, que é boa agradável e perfeita... Romano 12.2
E a vontade d’Ele é o amor incondicional. Que perdoa sempre, seja qual for a situação. E que não faz acepção de pessoa.
Que consigamos praticar a orientação dada pelo Pai, através do apóstolo Paulo, em Efésios 6.6 que diz: “não servindo à vista, para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo, de coração, a vontade de Deus.